Sou o criador e recriador da vida,
Sua vida, minha vida.
Sou a vida.
Faço a vida, toda vida.
Estou dentro de cada um.
Não sou mais um.
Somos todo um
Unidos para o bem comum.
Sou o ser mais inteligente
Entre todas outras criaturas.
Sobre tudo conheço,
Sobre tudo posso conhecer.
Sob mim estão todos
Sobre mim,
Quem sabe?
Faço o mundo à minha vontade,
Modifico-o para o homem
Viver,
Matar,
Morrer.
Sempre tento melhorar tudo
Para o homem
Destruir.
Sem querer, sem saber.
Sem querer? Sem saber?
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Amor, traiçoeiro sentimento
Inicia-se a mentira pérfida
Terminada à porta do Fórum
Entre o beijo maledicente
E a dor do remorso de Judas
Maligno sentimento humano
Que derruba na surpresa
E o coração e a mente e a alma
Impiedosamente dilacera
Nietzsche que buscara na loucura
(loucura realista) a fuga
Traiçoeira a amorosa fuga
Não aproveitou o verdadeiro amor
Amor pela vida
Não a vida pela vida
Corrompida pela fugacidade
Temporal do próprio amor
A vida.
Alves de Albuquerque
(30-08-2009)
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Paródia de "Canção do exílio".
Canção da liberdade.
Em meu mundo houve palmeiras
E eu ouvia os sabiás,
Mas as aves que hoje gralham
Fazem-me ressabiar.
No meu céu não há estrelas,
Apenas funestas flores.
Entre nós não há mais vida
Nem há vida e nem amores.
Enciumar sozinho à noite,
Fui deixando-te pra lá.
Em meu mundo houve palmeiras,
E eu ouvia o sabiá.
Em meu mundo havia amor,
Amor que aqui não está.
Enciumar – sozinho à noite –
Fui deixando-te pra lá;
Em meu mundo havia flores,
E até via os sabiás.
Me permito que eu morra,
Antes de voltar pra lá;
Pra não mais ver os primores,
E voltar a delirar;
Já não quero mais palmeiras,
Muito menos sabiás.
Alves de Albuquerque (04-10-2008)
Em meu mundo houve palmeiras
E eu ouvia os sabiás,
Mas as aves que hoje gralham
Fazem-me ressabiar.
No meu céu não há estrelas,
Apenas funestas flores.
Entre nós não há mais vida
Nem há vida e nem amores.
Enciumar sozinho à noite,
Fui deixando-te pra lá.
Em meu mundo houve palmeiras,
E eu ouvia o sabiá.
Em meu mundo havia amor,
Amor que aqui não está.
Enciumar – sozinho à noite –
Fui deixando-te pra lá;
Em meu mundo havia flores,
E até via os sabiás.
Me permito que eu morra,
Antes de voltar pra lá;
Pra não mais ver os primores,
E voltar a delirar;
Já não quero mais palmeiras,
Muito menos sabiás.
Alves de Albuquerque (04-10-2008)
Assinar:
Comentários (Atom)